Este site dá suporte à pesquisa "Comunicação cidadã e transformações socioculturais – O papel da mídia virtual em rede na construção de um novo paradigma de sociabilidade", coordenada pelo Prof. Dr. Mohammed ElHajji (ECO/UFRJ) e pelo mestrando Gustavo Barreto (ECO/UFRJ), no Laboratório de Comunicação Social Aplicada (LACOSA) da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ.
Resumo: Diversas terminologias têm sido utilizadas para classificar uma nova ordem mundial – vinculada ora ao conhecimento ora à informação –, caracterizada pelo esgotamento do padrão de acumulação e por significativas mudanças políticas, tecnológicas, institucionais e organizacionais. São utilizados termos como Era da Informação (Castells, 1999), Sociedade da Informação (Mattelart, 2006), Capitalismo Informacional ou Capitalismo Cognitivo (Hardt e Negri, 2001), Sociedade do Conhecimento (D’Amaral, 1996), Economia da Informação (Stiglitz, 2001) e Revolução da Informação (Drucker, 1998), para citar apenas alguns autores.
A pesquisa tem como objetivo avaliar e compreender em qual quadro teórico se desenvolve, atualmente, o movimento da sociedade civil organizada no campo da comunicação. As demandas por cidadania são investigadas a partir das ações de grupos e coletivos que tem como estratégia de ação uma intervenção nas denominadas mídias livres, ou mídia em rede, termos que serão problematizados sistematicamente neste trabalho.
A Comunicação para a Cidadania é identificada por distintos grupos de pesquisa como uma tema que merece atenção, dado que as “novas mídias” – de caráter a-centrado, em rede e sem uma organização hierárquica consolidada – possuem hoje um impacto ainda pouco elaborado e muito incipiente. Para identificar os conceitos apreendidos durante décadas de inovação tecnológica, principalmente a partir do notável impacto da Internet comercial em 1992, destacamos como marco teórico o conceito do rizoma, elaborado por Deleuze e Guatarri (1995), que surge como um contraponto aos sistemas centrados e é classificado como a-centrado, “uma rede de autômatos finitos”, em que as iniciativas locais são coordenadas independentemente de uma instância central.
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