NPC 2017

Por Gustavo Barreto (*)

As redes sociais são uma ilusão da sua cabeça

  • Baixar a palestra: midiacidada.org/npc2017 (baixar em PDF)

  • Redes sociais não são exatamente “novas” – ainda é comunicação, pessoas. Se há diferenças, isso precisa ser claramente argumentado – do contrário, deve ser descartado.

  • Esta apresentação é um rascunho no midiacidada.org. Ele será atualizado mensalmente.

  • Avaliar continuamente suas práticas. Twitter, Instagram, YouTube and Facebook tem ferramentas de análise próprias.

  • O Facebook derrubou em definitivo as páginas de organizações, embora as pessoais continuam úteis. De qualquer forma, é importante manter os padrões mínimos.

  • Temas que tratam de direitos dos trabalhadores, desenvolvimento etc em geral são difíceis de serem bem divulgados – e os desafios aqui colocados estão nesse contexto.

  • Objetivo: identificar como se comunicar nas redes – o que é mais ou menos como se comunicar em qualquer meio de comunicação (mais ou menos).

1. A boa e velha

periodicidade jornalística

É comum observar páginas que colocam muitos conteúdos seguidos, ou mais comumente páginas que colocam conteúdos só de vez em quando. Isso ignora que a periodicidade jornalística não foi extinguida, ela é importante por um motivo humano.

A informação não deve ter interrupção – nem final de semana! –, e podem ser feitos testes de horários, conteúdos etc. Se a TV tem programação, por que não as redes sociais?

Você pode agendar usando ferramentas como Postcron, TweetDeck etc. Não existe para Instagram (que eu saiba).

Notícias: a velha e boa notícia – com todas as suas características tradicionais – costuma ser bem-vinda.

2. Toda comunicação é ‘clean’

Boas imagens, texto claro – ambas indo direto ao ponto: sempre vai funcionar.

É por isso que o padrão “antigo” de um bom título e um subtítulo que completa o título ainda está longe de ser aposentado (é jornalismo ainda).

O personagem, por exemplo, não morreu.

Conteúdos com análises, textos didáticos etc, recebem muita atenção. Falar sobre uma denúncia deveria vir acompanhado de uma explicação sobre o contexto, gráficos, linha do tempo etc.

Tornar visual é o que costuma funcionar na comunicação moderna.

3. Não abandonem a imagem/design, nunca

E deve ter uma boa resolução – não existe “tamanho web de imagem”. O mínimo deveria ser 1024px para sites, 800px para as redes.

Uma boa resolução de imagem (200 a 300 DPI) não significa que ela tem que ser gigante. Não se deveria baixar o DPI, e sim o tamanho apenas. Postagens de sucesso sempre tem uma boa imagem ou vídeo.

Exemplos: contar uma história a partir de uma imagem. Abandonar a comunicação institucional é difícil, mas é a única forma. Cartum, gráficos etc são ótimos.

Design: Canva Vetores: Noun Project e Freepik Imagem: Pixlr, Befunky

Vídeo: WeVideo.com (celular/PC), FilmoraGo, VivaVideo, Quik Video Editor, etc.

4. Falar português

Intelectualês: “a prática de falar de uma forma complicada, usando palavras e expressões compreendidas apenas por quem é do ramo”.

(…) Isto é, quem tem uma escolaridade de vários e vários anos e uma prática intelectual intensa. O intelectualês é legítimo se falado entre intelectuais. Mas, falado com a maioria do nosso povo, com a escolaridade de que já falei, é uma barreira que impede a compreensão da maioria. Mas, justamente, a nossa comunicação quer falar para a imensa maioria.”

Frase de Vito Giannotti citado por Cláudia Santiago para o jornal “Brasil de Fato”, edição nº 90, de 18 a 24 de novembro de 2004. Fonte: http://piratininga.org.br/artigos/2004/07/giannotti-muralhas.html

5. Vídeos devem estar na própria rede, com capa!

Vídeos podem ser incluídos no Instagram, Twitter e Facebook, por exemplo, com diferentes limites de tempo (1m, 2m20 e nenhum limite, respectivamente). Criar concorrência entre o YouTube e o Facebook vai reduzir drasticamente sua visualização – são empresas!

Vídeos curtos fazem sucesso – e os grandes também! Depende da qualidade:

  • Luz

  • Filmagem

  • Áudio

  • Trilha

  • Montagem

  • Imagens de apoio

No Instagram e Facebook é obrigatório mudar a capa do vídeo. Não é um detalhe.

6. Textos de apoio

Não deveriam ser minúsculos, nem gigantes. Um link “saiba mais” é importante.

O Facebook afirma que links com imagens de apoio (thumbnails) recebem +65% likes & +50% comentários.

Links com thumbnails e resumos recebem 20% mais cliques. E a qualidade dessa imagem depende da qualidade do site. Imagens pequenas são um indicativo da saúde deficiente do site.

O texto tem de ser jornalístico: não faz sentido, por exemplo, manter um link enorme no meio do texto – isso nunca seria feito em um site, então não deveria ser feito em lugar nenhum.

O título e resumo no Facebook, por exemplo, não podem ser modificados – então o site deve ter um título bom. Mudar o título posteriormente implica em mudar o URL também! Ex.:

http://piratininga.org.br/oficina-de-redes-eh-um-ahazo

http://piratininga.org.br/oficina-redes-ahazo

7. As pessoas se comunicam mais por onde elas quiserem

Elas se comunicam por comentários nas redes, por formulários que você criou, por telefone, por Whatsapp – isso deve ser um aprendizado. Ex.: caso dos telefonistas.

Como não ficar maluco(a)? Tente educar (mas não muito) as pessoas sobre o local “correto” para fazer uma demanda de informação.

Conheça o público. Ex.: facebook.com/insights e analytics.twitter.com (+Instagram, YT).

Lembrem-se que as pessoas gostam de diversidade de informação – como uma informação contextualizada, explicativa, dando uma ideia geral, e não apenas o mesmo tema repetitivo do momento. Isso também é jornalismo.

8. Tag e hashtag

Marcar as pessoas/organizações é algo muito útil, pois atrai interesse para um diálogo.

Errar ao marcar é algo muito primário e visto como falta de profissionalismo (como não completar a marcação no Facebook ou marcar perfis errados no Twitter).

#Hashtag não é orégano

#Uma, #duas, no máximo #três se você é #tarado(a)! Não quer usar? #Ótimo!