Imigração na imprensa brasileira em três tempos

Por Gustavo Barreto (*)

Trecho de editorial do jornal Folha da Manhã, 25 de fevereiro de 1926

Trecho de editorial do jornal Folha da Manhã, 25 de fevereiro de 1926

“(…) O sentimentalismo nosso tolera essas e outras coisas. No entanto, não devia ser assim. Há necessidade de uma permanente e rigorosa prophylaxia social.”

[Editorial “Fechem-se as fronteiras”, do jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), 25 de fevereiro de 1926]

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“(…) o Brasil, com o sentimentalismo que nos veiu com as tradições liberais e com as influências africanas que desvirilizaram entre nós o espírito cristão, dando-lhe a fisionomia de uma doutrina de fraqueza e de tolerância em relação a todas as formas de atividade maléfica, extendeu insensatamente a sua hospitalidade aos refugiados, que os outros povos se dispunham a repelir à bala, se tanto fosse necessário. (…) As ruas da nossa magnífica capital já se estão desnacionalizando com a presença dessa legião de elementos humanos inconfundíveis pelos estigmas de deterioração física que a decrepitude racial lhes estampou no corpo”.

[Azevedo Amaral, Revista Novas Diretrizes, julho de 1941, no artigo “Infiltração judaica”]

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“(…) Se era para tratar esses seres humanos como animais, seria melhor tê-los impedido de entrar no Brasil – como, aliás, faz todo país cujo governo é prudente o bastante para medir as consequências de um fluxo migratório. (…) Sem esse visto, eles [haitianos] teriam de ser repatriados. Mas o governo federal petista, com o propósito de mostrar seu lado “humanitário”, criou um instrumento para regularizar a situação, estimulando a entrada em massa de novos imigrantes ilegais.”

[Editorial do jornal O Estado de S. Paulo, 26 de agosto de 2014]

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(*) Gustavo Barreto (@gustavobarreto_) é jornalista. Acesse também pelo Facebook (www.facebook.com/gustavo.barreto.rio)

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